Quantos dias preciso para criar um novo hábito?

O que é que eu faço?

Então e para eliminar um hábito antigo?

O que posso fazer para que o meu corpo se desabitue de alguma coisa?

 

Encontrei respostas para estas questões neste excerto do livro O monge que vendeu o seu Ferrari de Robin Sharma (um dos seis livros que incluí no Top 6 de livros que li em 2017).

 

Os homens e mulheres sábios deste mundo acreditam que, para que um novo comportamento se cristalize num hábito tempos de realizar essa nova actividade durante 21 dias consecutivos. (…)

Eu disse que nunca podemos apagar um mau hábito. Não disse que os hábitos negativos não podem ser substituídos. A única maneira de instaurar um novo hábito, a título permanente, é canalizando suficiente energia de maneira a que o velho hábito desapareça como um convidado indesejado. A instauração fica geralmente completa ao fim de 21 dias, o tempo que demora a criar um novo caminho neural.

Robin Sharma, O monge que vendeu o seu Ferrari, p.91

 

O meu hábito? O açúcar!

Apesar de não consumir açúcar da mesma forma que consumia há dois anos, a verdade é que por mais que siga o meu plano alimentar, há sempre aquela bolachinha, aquela fatia de bolo porque é o aniversário de alguém, ou um quadrado de chocolate (ou mais) porque é o meu vício de sempre.

Cansei-me de o meu corpo me pedir açúcar. Mais do que isso: cansei-me de lhe dar aquilo que ele me pede (e que não é bom).

Por isso, decidi que estava na hora de me desabituar do açúcar. Vinte e um dias. Este é o tempo que vai durar este desafio a que me auto-propus.

O objectivo é não comer nada que tenha açúcar refinado na sua composição – o que vai fazer com que elimine logo muita coisa que por vezes incluía na minha alimentação: uma barrita (posso optar pelas barritas cruas que geralmente são adoçadas com tâmaras), algumas granolas de supermercado (posso fazer em casa e é adoçada com mel), bolachas (posso continuar a comer, mas as que faço em casa, já que não levam açúcar refinado)…

Não pretendo com este desafio deixar de comer açúcar para o resto da vida – esta coisa dos fundamentalismos faz-me muita confusão.

Quero, em vez disso, ser consciente acerca dos alimentos que incluo na minha rotina e mais importante: quero ver como é que o meu corpo vai reagir à ausência de algo que eu sempre lhe dei, sem que tivesse de pedir duas vezes.

Não pretendo que este desafio seja um desencadeador de stress e ansiedade, mas sim que seja encarado como um processo de auto-descobrimento e auto-controlo.

 

As regras deste desafio são apenas duas:

  • Não consumir açúcar refinado (encontrando alternativas);
  • Caso se consuma açúcar num dos dias, volta-se ao dia 1, recomeçando a contagem de 21 dias.

 

Alinhas comigo nesta caminhada de 21 dias?

Queres desafiar-te a eliminar o açúcar?

Vai partilhando comigo a tua caminhada utilizando #DESAFIO21DIASSEMAÇÚCAR

 

 

 

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