mudar de vida: ser saudável e feliz

A Tua Mudança #6: Rafaela Monteiro do blog A Namastê

Hoje contamos com mais uma participação na rubrica A Tua Mudança. A convidada desta semana a partilhar a história da sua mudança é a Rafaela Monteiro, autora do blog A Namastê.

 

 

Apesar de ser uma apaixonada pela nutrição e de o seu blog se focar muito nesta temática, a Rafaela nunca tinha partilhado a sua história. Fico bastante grata por confiar no Bem me Quero para esta partilha tão pessoal.

 

 

Vamos então conhecer a história da Rafaela?

 

Iniciei este post com uma música da minha banda preferida, os Linkin Park. A música chama-se “Heavy”, o Chester ao cantar questionava-se o porquê de tudo ser tão pesado. Pesado é uma boa palavra para o que passei ainda uns valentes anos. Desde que me lembre e desde que a minha memória faz questão de me lembrar, sempre fui a mais rechonchuda do grupo das amigas. Porquê rechonchuda? Acho a palavra fofinha, se bem que na altura era um tormento ouvir qualquer palavra relacionada a essa.

Foram momentos bastante difíceis, lembro-me de chegar a casa e fechar-me no quarto a chorar enquanto dizia que tinha de estudar.

Não estudava nada, chorava apenas e perguntava-me o porquê de as pessoas serem assim tão cruéis. Houve um dia em que me senti super impotente, uns colegas da mesa à frente da minha, pediram-me emprestada a calculadora e eu emprestei, sem prever o que viria. Em casa, ao fazer exercícios de Matemática em que precisava de recorrer ao uso da calculadora, ao abrir, eis que encontro um bilhete. O que dizia? “és gorda, desaparece.”. A rapariga que me pediu a calculadora era minha amiga, achava eu, não é! Claro que o exercício de Matemática ficou por fazer. E no dia seguinte lá fui eu para a escola como se nada passasse, porque realmente eu mostrava isso. Aparentemente, só. Isto durou até ao nono ano de escolaridade. Isto já lá vão uns seis anos, creio.

No décimo ano tudo mudou. A Rafaela era uma pessoa completamente diferente, tive o apoio enorme de um colega de turma que vou manter o anonimato. Mas que sem ele, talvez não tenha conseguido ultrapassar tudo o que passei. Perdi peso e motivei-me com o curso que tirei. Nunca tinha perdido peso, sempre tive excesso de peso até ao décimo ano. E a partir desse ano, tudo mudou. Até ao presente, tive oscilações de peso, mas nunca mais voltei ao que era. Aumentava até 3 quilos, depois voltava a baixar e ainda hoje por vezes me acontece, sendo que não é tão regular.

Mudei alguns hábitos alimentares, sendo que não foram muitos, é um processo que vou adotando de dia para dia, aos poucos. Exclui completamente os refrigerantes e alguns sumos da minha vida. Na semana passada, tentei provar sumol (para ver como reagia). Foi uma sensação horrível, meu deus como é que eu bebia aquilo? Exclui os cereais, como Nesquick, Chocapic, etc. Bebo apenas leite sem lactose, de soja, de amêndoa entre outros. Não deixei de beber leite de chocolate, mas bebo apenas um do Alpro de soja e chocolate. Já só consigo beber desse, devido a não ter também lactose, o que me ajuda na digestão. Em relação ao pão como mas de forma bastante moderada e apenas do escuro. Tento que haja sempre sopa cá por casa, por vezes não apetece fazer jantar, assim sei que tenho sopa e não tenho vontade de comer algo menos saudável. Se tenho vontade de comer algo antes de me deitar, opto por um punhado de frutos secos ou uma gelatina.

Incluo imensa fruta na minha rotina diária e bastante água. Por vezes, faço um substituto de refeição, o batido da Herbalife e consumo também as barras de proteína. Deliciosas. A comida saudável basta ter imaginação e tentar conjuga-la.

Tento adaptar receitas menos saudáveis, a receitas do bem. Tomo imensa atenção aos rótulos e “ estudo “ para saber cada vez mais sobre a alimentação. Um dia, serei Nutricionista!

Faço exercício em casa, faço caminhadas e mais tarde entrarei num ginásio, como sempre quis.  

Hoje, dou por mim completamente mudada quer a nível mental, quer a nível físico. Tenho auto-estima e o principal: gosto de mim. E isso para mim é fundamental, porque até ao nono ano, para mim apenas o meu corpo existia, a mente estava vazia e triste.

P.S: Nunca falei abertamente sobre isto, portanto é exclusivo 😉

 

 

Obrigada querida Rafaela por aceitares partilhar a história da tua mudança.

Visitem o blog A Namastê.

 

 



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