mudar de vida: ser saudável e feliz

Compara-te contigo: Eu sou o meu ponto de referência!

À primeira vista, parece, de certa forma, egocentrismo? Parece! Mas vamos lá tentar esmiuçar isto.

Há pouco mais de um ano eu tinha mais 25Kg. Apesar deste número, que até é significativo, o meu corpo não é perfeito. É mole onde gostava que fosse firme. Tem estrias – marcas de guerra que me acompanham e me lembram as transformações. Para ser sincera: preferia que elas não existissem? Claro que sim! Se hoje me incomodam? Nem por isso!

Sigo muitas pessoas, essencialmente no instagram, que me inspiram. Muitas vezes, essa inspiração tem mais a ver com a determinação delas e pela garra que transmitem, do que propriamente com os seus invejáveis corpos. Ou seja, muitas vezes “invejo” mais a determinação que as levou a ter aqueles corpos definidos do que os corpos em si.

Se eu fosse olhar para o feed delas e me começasse a comparar com elas já tinha dado em maluca. Garantidamente! Por ter celulite, por não ter a pele totalmente firme, por ter as ancas largas… (e é melhor terminar por aqui porque não acabava…).

A minha ambição não é ter um corpo todo fit (seja lá o que isso for), ter um corpo escultural e músculos mega definidos. O meu objectivo é estar inteiramente confortável com o meu corpo. Por isso, não me comparo com elas, mas sim comigo. Como eu era há seis meses, há um ano ou há dois ou três.

Por um lado, se me comparar com aquelas que considero uma inspiração, vou fritar a pipoca, porque talvez tenha mais 10kg que muitas delas, porque não tenho uma barriga lisa e as pernas não estão assim tão definidas.

Se, por outro lado, me comparar comigo, se eu for o meu próprio ponto de referência, vou verificar que de facto evoluí consideravelmente e mudei bastante a minha vida. Aqui não me refiro apenas aos números que a balança apresenta – isso para mim não é o mais importante, de todo. Falo de não ter vergonha do corpo, de não sentir a necessidade de me esconder. De ir à praia sem constrangimentos, de não me cansar ao subir um simples lance de escadas. De não fugir a sete pés de todos os espelhos que me apareciam à frente. De não ter vergonha de mim.

Considero que é mais benéfico olhar para mim. Observar aquilo que já conquistei e aquilo que ainda posso melhorar. Sentir-me muito melhor hoje com o meu corpo do que me sentia há algum tempo a trás. Olhar para o lado, para aquilo que as outras pessoas conseguiram alcançar (e provavelmente eu não), só iria fazer que ficasse obcecada por atingir a perfeição (que não existe!). Provavelmente só iria piorar a situação, já que me iria sentir bastante desmotivada e zangada por não conseguir atingir essa perfeição inexistente.

Por isso, acho importante que cada um de nós olhe para si. Claro que podemos ser inspirados por outras pessoas e receber alguma dose de motivação exterior. No entanto, olhar para o que o “vizinho do lado ” conseguiu (neste caso para o seu corpo) não vai fazer com que me sinta melhor com o meu corpo.

Vamos olhar para nós, sempre! Sim?

 



8 thoughts on “Compara-te contigo: Eu sou o meu ponto de referência!”

  • Em vez de te inspirares em pessoas fit (nada contra, atenção) também te podes inspirar em mulheres que apesar dos quilos a mais, das gorduras, das estrias, das “imperfeições” que a sociedade diz que o são, amam-se tal como são e inspiram imenso o mundo. Chamam-se modelos plus size! 🙂
    http://www.mulherxl.pt
    https://www.instagram.com/mulherxl/

    Juro que não estou a fazer publicidade, aliás raramente o faço muito menos em comentário. Mas achei adequado no caso do teu post. Porque a beleza e o sentir-nos bem não tem que ter a ver com peso, ou forma, ou ter ancas largas… 😉

    • Concordo completamente contigo. Num outro post até referi a Tess Holliday como sendo uma das mulheres (senão A mulher) que considero mais bonitas. Convido-te a ler o meu post anterior a este 😉
      Beijinhos 🙂

  • De facto passamos a vida nisto! É ginásios, é corridas na rua, é comer sementes e cenas com o objectivo errado. Devemos fazer isto, sim, devemos, mas só se estivermos bem connosco próprios é que as coisas vão resultar. Devemos saber relaxar também! Beijinhos

    • Acho que é o que falta a muita gente: saber relaxar. Às vezes entram num nível de obsessão nada saudável com todos os números. A chave é o equilíbrio e, como disseste, sentirmo-nos bem connosco próprios 🙂 beijinhos

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