mudar de vida: ser saudável e feliz

O dia em que decidi amar-me

Hoje falo-vos acerca do dia em que acordei e decidi que queria mudar de vida, POR MIM.

Sempre soube que aquele corpo não me pertencia. Sempre soube que não queria ser gorda o resto da vida (bom, hoje também não sou magra. como costumo dizer: estou menos gorda!). Mais do que ser gorda: eu não queria continuar a não sentir-me eu, quando olhava para as fotografias, quando tentava ir às compras, ou quando evitava ao máximo ir à praia ou usar manga curta – já que isso ia mostrar os meus braços gordos. Não queria continuar com aquelas oscilações de peso.

Não posso dizer que fosse infeliz. Tenho a minha família, os meus amigos e o meu namorado (que tem a maior paciência do mundo!). Eles faziam-me feliz. Eu sentia-me feliz quando estava com eles. O problema era quando estava sozinha. Será que aí era feliz? Apesar de ter pessoas ao meu redor que me faziam sentir bem, será que me sentia confortável em estar na minha pele? Não! Faltava-me o amor-próprio, o bem me quero e o lutar todos os dias por mim.

 

Primeiro passo: pisar a balança!

Eu não fazia ideia do número que estava na balança. Há seis meses que não tinha essa coragem. Tinha medo. Tinha vergonha. Resultado: mais seis quilos do que na última vez. Pior do que isso, estava com um peso que para mim era bastante assustador. Anteriormente já tinha prometido a mim mesma: se passas daquele número já não vais parar de subir, por isso é melhor que acordes. E acordei! Mas primeiro zanguei-me comigo, chorei, revoltei-me. É difícil quando se enfrenta uma realidade que esteve sempre ali, mas que se fingiu não ver. Até aquele dia eu achava-me incapaz de perder 20 ou 30kg. Preferia nem tentar. Era mais fácil do que ter de lidar com o fracasso.

Nesse dia fui posta à prova pela primeira vez. Tinha uma festa de anos. Fiquei tão orgulhosa de mim por ter conseguido beber um chá ao invés de comer doces. E, por mais estranho que pareça, não me custou nada!

 

Segundo passo: procurar ajuda!

Por mais força de vontade que se tenha, se o objectivo é perder muito peso é difícil fazê-lo sozinho. Não temos conhecimentos para isso e, acima de tudo, estamos a falar da nossa saúde. Não adianta fazer dietas malucas  e, muito menos, deixar de comer. O que é preciso é aprender a comer e é necessário ter alguém que nos ensine a fazê-lo. Para além disso, o que funciona com uma pessoa pode não funcionar com outra (cada caso é um caso). Por isso, nada de seguir a dieta da amiga, da vizinha ou da prima!

 

No entanto, não era ter um acompanhamento que ia determinar totalmente os meus resultados. O poder de decisão foi sempre meu: se escolhia uma maçã ou um chocolate, se decidia ficar no sofá ou ir fazer uma caminhada. Se escolhia o bem me quero ou o mal me quero.

 



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